segunda-feira, 11 de maio de 2015
Cigana Damira
Conta a tradição que, certa vez, uma cigana sentada em uma grande almofada colorida, no interior de sua tenda, quando em sua frente formou-se um clarão azul-celeste.
Deste clarão, surgiu a imagem de uma linda mulher, sem características de cigana, mas parecendo uma daquelas deusas da mitologia grega.A mulher usava uma longa túnica e um véu que cobria seu nariz e sua boca, deixando descoberto somente seus grandes olhos negros.
A linda mulher começou a falar com a cigana, usando um dialeto que ela desconhecia, mas que sua mente captava e transformava em uma mensagem:“A partir de agora, cigana, você usará pedras em suas magias. Bem perto daqui, existe uma gruta repleta de pedras. Vá até lá e apanhe muitas pedras coloridas”.Em seguida, o clarão se desfez, levando consigo a imagem da mulher.A cigana ficou muito assustada com tudo que acontecera, principalmente porque pedras não faziam parte dos rituais de seu povo.Levantou-se e foi caminhar pelos montes, onde existia uma cachoeira.De repente, observou que havia uma grande abertura nas rochas da cachoeira, e lembrou da mensagem que ouvira.Caminhou até a rocha, passou pela grande abertura e avistou uma gruta com muitas pedras, todas cheias de pontas e das mais variadas cores.Até parecia que um arco-íris estava ali, dentro da gruta.A cigana voltou ao acampamento, apanhou uma candeia para clarear a gruta, que era um pouco escura, e uma ferramenta com que pudesse bater nas pedras e quebrá-las em pequenos pedaços; e foi para a gruta na cachoeira.Algum tempo mais tarde, saiu da gruta e voltou para o acampamento levando muitas pedras pontiagudas de várias cores; espalhou-as no tapete de sua tenda e começou a admirá-las.As pedras transmitiam uma luz e uma força que a cigana desconhecia.Nesse momento, apareceu o mesmo clarão com a imagem da linda mulher, e a mente da cigana captou uma nova mensagem:
“Essa será sua nova magia. A magia das pedras e dos cristais. Eu lhe darei a força da Atlântida e você será a primeira mensageira dos cristais do planeta Terra. Com os cristais, você e seu povo farão mentalizações para todas finalidades: curar doenças, atrair sorte e prosperidade no amor e nos negócios, afastar negatividade e muito mais.”Em seguida o clarão azul e a linda mulher desapareceram.
A linda mulher começou a falar com a cigana, usando um dialeto que ela desconhecia, mas que sua mente captava e transformava em uma mensagem:
“Essa será sua nova magia. A magia das pedras e dos cristais. Eu lhe darei a força da Atlântida e você será a primeira mensageira dos cristais do planeta Terra. Com os cristais, você e seu povo farão mentalizações para todas finalidades: curar doenças, atrair sorte e prosperidade no amor e nos negócios, afastar negatividade e muito mais.”
terça-feira, 5 de maio de 2015
Joaquim da Jurema
Serra do Araripe, palco de Grandes Lutas, uma marca vergonhosa de massacre de um povo pacato que foi obrigado a brigar para defender os seus direitos, e muitos mortos injustamente.
Na Serra do Araripe temos vários caboclos,(índios) Caboco (mestiços), que ate hoje vem na Jurema Sagrada, para ajudar as pessoas, mesmo tendo o sentimento que o seu povo foi eximados perdendo os costumes e hábitos natural, obrigado a ceder ao que desejar o homem Branco para sobreviver.
Temos o Mestre Joaquim da Jurema, Consagrado nas Correntes de Juremeiro André Luiz de Taubaté – SP, da Rama do Reino do Juremal, discípulo do Príncipe das Águas Claras Rio Verde, Sendo o Dono de suas Croa o Reis Tupinambás seu Mestre e Joaquim da Jurema e Mestre Machado Bravo.
Na Serra do Araripe temos vários caboclos,(índios) Caboco (mestiços), que ate hoje vem na Jurema Sagrada, para ajudar as pessoas, mesmo tendo o sentimento que o seu povo foi eximados perdendo os costumes e hábitos natural, obrigado a ceder ao que desejar o homem Branco para sobreviver.
Temos o Mestre Joaquim da Jurema, Consagrado nas Correntes de Juremeiro André Luiz de Taubaté – SP, da Rama do Reino do Juremal, discípulo do Príncipe das Águas Claras Rio Verde, Sendo o Dono de suas Croa o Reis Tupinambás seu Mestre e Joaquim da Jurema e Mestre Machado Bravo.
______Mestre Manoel Joaquim da Jurema
____________ da Serra do Araripe
____________ da Serra do Araripe
O Mestre Manoel Joaquim da Luz, vulgo Mestre Joaquim da Jurema, sempre se apresenta nas giras da Jurema Sagrada Catimbo, como um Mestre Alegre, brincando sem com os seus discípulos e as pessoas que o procura para dar caminho em suas vidas, livrar de bruxaria, e demanda pesada, é um grande bezedor, porem as suas brincadeiras são limitadas deixando a vontade quem esta ao seu lado mas nota se que é um Mestre muito serio de palavras firmes e muito bons conselhos.
O Mestre Joaquim da Jurema, era um místico filho de um catequizador, é sua Mãe uma índia, O escravismo indígena ocorria principalmente em áreas muito pobres, onde os colonos não tinham recursos para comprar escravos negros
Os Jesuítas fazia a sua própria leis chegaram no Brasil em 1549 e expulso em 1759 era cerca de 670 por todo o país, distribuídos em aldeias, missões, colégios e conventos, o século XVIII assistiu à expulsão dos jesuítas do Brasil, sequestrando-se seus bens, uns mortos no Brasil e outros foi para Portugal e foi preso la.
Mestres Manoel Joaquim da Jurema, trabalha junto com vários mestres que são Triodos (Que manifesta como 3 formas no catimbo):
O Mestre Joaquim da Jurema, era um místico filho de um catequizador, é sua Mãe uma índia, O escravismo indígena ocorria principalmente em áreas muito pobres, onde os colonos não tinham recursos para comprar escravos negros
Os Jesuítas fazia a sua própria leis chegaram no Brasil em 1549 e expulso em 1759 era cerca de 670 por todo o país, distribuídos em aldeias, missões, colégios e conventos, o século XVIII assistiu à expulsão dos jesuítas do Brasil, sequestrando-se seus bens, uns mortos no Brasil e outros foi para Portugal e foi preso la.
Mestres Manoel Joaquim da Jurema, trabalha junto com vários mestres que são Triodos (Que manifesta como 3 formas no catimbo):
- Caboclos (índios)
- Mestres – Caboclos que são catequizados e passou a trabalhar e conviver fora da aldeia, fazendo trabalhos dos homens colonizadores do Brasil.
- Guardião e o Mesmo que Mestre Esquerdeiro: Foi catequizados e por conhecer a palavra de Deus, saber separar o bem do mal, e praticar algum crime ou algo que venha ser uma prática de luta para sobreviver e que tenha com isso tirar a vida de alguém, como foi nos casos das aldeias que foi eximados, são caracterizado Guardiões, Mestres Esquerdeiro. É o Guardião são responsáveis pelo os Portais da Jurema.
Índios Cariris - Grandes Guerreiros Verdadeiros Donos da Terra Brasil
Alguns dos Encantados da Serra do Araripe.
Caboclo Arranca Toco,
Caboclo Bravo
Caboclo 7 Montanha
Caboclo Rompe Mato
Caboclo Vira Mundo
Caboclo Ventania
Caboclo Quebra Galho entre outros.
Caboclo Arranca Toco,
Caboclo Bravo
Caboclo 7 Montanha
Caboclo Rompe Mato
Caboclo Vira Mundo
Caboclo Ventania
Caboclo Quebra Galho entre outros.
Mestre Joaquim Manoel da Jurema é um Mestre Muito Antigo e Raro dentro da Jurema Sagrada. Mestre misterioso conhecedor dos encantos das cobras, antigamente tinha os rezador de cobra, que quando uma cobra mordia uma pessoa tinha a reza para quebrar o veneno da cobra, ou quando uma fazenda tinha muita cobra, o rezador separava um cercado e dava somente para as cobra e no cair da tarde o dono da fazenda e o rezador aguardava sobre o tronco do coxete da área dada somente para as cobras que todas chegava ali de uma vez só e passava a viver dentro desta grande área e nunca mais ninguém via cobra naquela fazenda.
Ele fala pouco, quando esta na esquerda mas quando e consagrado na direita de um discípulos e muito falante, trabalha com um cachimbo feito de coquinho de pito pequeno, fumo misturado bebe jurema e vinho branco, gosta de uma calça e camisa branca com um lenço xadrez.
Assim q chega canta assim:
No pé do abacateiro eu vi uma cobra piá
Sou eu Joaquim da Jurema
que veio para trabalhar
No pé do abacateiro eu vi uma caninana
sou Joaquim da Jurema
Que vem vencendo Demanda
Ele fala pouco, quando esta na esquerda mas quando e consagrado na direita de um discípulos e muito falante, trabalha com um cachimbo feito de coquinho de pito pequeno, fumo misturado bebe jurema e vinho branco, gosta de uma calça e camisa branca com um lenço xadrez.
Assim q chega canta assim:
No pé do abacateiro eu vi uma cobra piá
Sou eu Joaquim da Jurema
que veio para trabalhar
No pé do abacateiro eu vi uma caninana
sou Joaquim da Jurema
Que vem vencendo Demanda
Nas Giras de Desenvolvimento ele quem vem puxar as correntes e fazer o desenvolvimento espiritual dos médiuns, porque ele tem o sangue muito forte indígena e a Jurema e de Caboclo.
______________Serra do Araripe
_________Grato
_________Grato
Chapada Geral - Serra do Araripe
Texto: Evandro Rodrigues de Deus
O Crato, é uma cidade pacata situada na região do Cariri, mais precisamente ao sul do Ceará, ao sopé da Serra do Araripe.
Berço da tribo Cariri, índios que habitaram a localidade durante muito tempo.
A região era uma aldeia habitada pelos índios Cariris, um povo pacato, característica que os batizou com esse nome porque no falar de Porto Seguro, Kiriri significa: Calado, tristonho, sincero. Irineu Pinheiro em sua obra O Cariri diz que a palavra Cariri é oriunda de CAA (Mato) e IRA (Mel), ou CAI (Queimado), IRA (Mel) ou RIRÊ (Depois que).
A tribo subdividia-se em grupos de diversas denominações, de acordo com os dialetos falados: Quixeréus, curianêses, Calabaças, Cariús, Tremembés, Pacajus, Icós, Cariris, Carirés, Jucás, Jenipapos, Jandaias, Sucurus, Garanhuns, Chocos, Fulniês, Acenas e Romaria. Qualquer índio da região era conhecido como Cariús, por ser a maior tribo existente na época.
Os índios Cariris eram originários da Ásia e chegaram ao novo mundo pelos rios Amazonas e Tocantins. Dois tipos étnicos chegaram à América no período neolítico: os Sudésticos e os Brasilídios, a procura de um lugar que lhes dessem melhores condições de vida.
Os Brasilídios geraram 12 tribos que se espalharam e povoaram quase que completamente o continente sul americano. Expulsos pelos Tupiniquins e tupinambás abrigaram-se à sombra das matas da Borborema, dos Cariris velhos e novos, fixaram-se no leito de alguns rios como: Jaguaribe, Acaraú, Assú e Apodi, etc.
Alguns prosseguiram a sua migração que só foram detidos pelas águas caudais do Rio São Francisco, difícil de serem transpostas e então assenhoraram-se da vasta região que compreende este rio.
Uma dessas tribos foi a nação Cariri que chegou ao sul do Ceará nos séculos IX e X da era Cristã em busca de terras férteis, úmidas, quentes e de fácil plantio, de onde pudesse retirar o sustento da família e consequentemente melhor a qualidade de vida. Encontraram no Cariri, mais precisamente no Crato, o ambiente propício às suas aspirações; com suas fontes e riquezas naturais a região propiciou-lhes uma vida fácil e primitiva, retirando da natureza, em abundância, uma diversidade de alimentos como macaúba, babaçu, piqui e araçá, dentre outros. Dedicaram-se ainda ao plantio da mandioca, do milho e do algodão. A caça e a pesca farta nas matas e rios fazia do ambiente um verdadeiro paraíso tropical onde suas famílias puderam viver em paz durante muito tempo.
A vida na tribo era tranquila. Suas residências eram construídas com a palha da palmeira. Usavam utensílios feitos de forma artesanal como cabaças, cuias e coites. Fabricavam seus utensílios domésticos .
Dentre eles destacamos o pilão de socar, a arupemba, o abano, esteiras de palha de palmeira e artigos feitos em cerâmica como vasos, pratos e panelas onde podiam fazer seus cozidos provenientes da farinha de mandioca, (produzida em estilo rudimentar, em casas de farinhas primitivas). e do milho. O bejú, a tapioca, a puba, a canjica, o cuscuz e muitas outras receitas nutritivas vieram dos nossos antepassados indígenas. A maioria destes costumes, comidas e ambientes foram e são utilizados pelas comunidades, até mesmo nos nossos dias.
Nos séculos XVII e XVIII, na Serra do Araripe, os índios cariris foram descobertos pelos povoadores do ´Ciclo do Couro` de Sergipe, Pernambuco e possivelmente da Torre da Bahia. Missões Indígenas espalhados pelos Sertões Pernambucanos catequizaram e civilizarão a tribo Cariri. Documentos antigos relatam a presença dos missionários na região à partir de 1730. È aí que se inicia a história do Crato.
O Crato, é uma cidade pacata situada na região do Cariri, mais precisamente ao sul do Ceará, ao sopé da Serra do Araripe.
Berço da tribo Cariri, índios que habitaram a localidade durante muito tempo.
A região era uma aldeia habitada pelos índios Cariris, um povo pacato, característica que os batizou com esse nome porque no falar de Porto Seguro, Kiriri significa: Calado, tristonho, sincero. Irineu Pinheiro em sua obra O Cariri diz que a palavra Cariri é oriunda de CAA (Mato) e IRA (Mel), ou CAI (Queimado), IRA (Mel) ou RIRÊ (Depois que).
A tribo subdividia-se em grupos de diversas denominações, de acordo com os dialetos falados: Quixeréus, curianêses, Calabaças, Cariús, Tremembés, Pacajus, Icós, Cariris, Carirés, Jucás, Jenipapos, Jandaias, Sucurus, Garanhuns, Chocos, Fulniês, Acenas e Romaria. Qualquer índio da região era conhecido como Cariús, por ser a maior tribo existente na época.
Os índios Cariris eram originários da Ásia e chegaram ao novo mundo pelos rios Amazonas e Tocantins. Dois tipos étnicos chegaram à América no período neolítico: os Sudésticos e os Brasilídios, a procura de um lugar que lhes dessem melhores condições de vida.
Os Brasilídios geraram 12 tribos que se espalharam e povoaram quase que completamente o continente sul americano. Expulsos pelos Tupiniquins e tupinambás abrigaram-se à sombra das matas da Borborema, dos Cariris velhos e novos, fixaram-se no leito de alguns rios como: Jaguaribe, Acaraú, Assú e Apodi, etc.
Alguns prosseguiram a sua migração que só foram detidos pelas águas caudais do Rio São Francisco, difícil de serem transpostas e então assenhoraram-se da vasta região que compreende este rio.
Uma dessas tribos foi a nação Cariri que chegou ao sul do Ceará nos séculos IX e X da era Cristã em busca de terras férteis, úmidas, quentes e de fácil plantio, de onde pudesse retirar o sustento da família e consequentemente melhor a qualidade de vida. Encontraram no Cariri, mais precisamente no Crato, o ambiente propício às suas aspirações; com suas fontes e riquezas naturais a região propiciou-lhes uma vida fácil e primitiva, retirando da natureza, em abundância, uma diversidade de alimentos como macaúba, babaçu, piqui e araçá, dentre outros. Dedicaram-se ainda ao plantio da mandioca, do milho e do algodão. A caça e a pesca farta nas matas e rios fazia do ambiente um verdadeiro paraíso tropical onde suas famílias puderam viver em paz durante muito tempo.
A vida na tribo era tranquila. Suas residências eram construídas com a palha da palmeira. Usavam utensílios feitos de forma artesanal como cabaças, cuias e coites. Fabricavam seus utensílios domésticos .
Dentre eles destacamos o pilão de socar, a arupemba, o abano, esteiras de palha de palmeira e artigos feitos em cerâmica como vasos, pratos e panelas onde podiam fazer seus cozidos provenientes da farinha de mandioca, (produzida em estilo rudimentar, em casas de farinhas primitivas). e do milho. O bejú, a tapioca, a puba, a canjica, o cuscuz e muitas outras receitas nutritivas vieram dos nossos antepassados indígenas. A maioria destes costumes, comidas e ambientes foram e são utilizados pelas comunidades, até mesmo nos nossos dias.
Nos séculos XVII e XVIII, na Serra do Araripe, os índios cariris foram descobertos pelos povoadores do ´Ciclo do Couro` de Sergipe, Pernambuco e possivelmente da Torre da Bahia. Missões Indígenas espalhados pelos Sertões Pernambucanos catequizaram e civilizarão a tribo Cariri. Documentos antigos relatam a presença dos missionários na região à partir de 1730. È aí que se inicia a história do Crato.
Cidade do Grato - Ceara - Serra do Araripe
_______Domingos Jorge Velho
___Bandeirante Responsável por Vários Massacre
Fonte de Origem: Fernando Rebouças
___Bandeirante Responsável por Vários Massacre
Fonte de Origem: Fernando Rebouças
Bandeirante - Domingos Jorge Velho
Bandeirante Brasileiro, Domingos Jorge Velho nasceu em Parnaíba, Capitania de São Paulo, em 1641; faleceu em Piancó, capitania da Paraíba, em 1705. Trabalhou como Mestre de Campo no Governo de Estevão Parente.
Era filho de Francisco Jorge Velho. Começou a perseguir índios no nordeste brasileiro na segunda metade do século XVII. Foi proprietário de fazenda no interior do atual estado de Pernambuco, às margens do rio São Francisco.
Desbravou as serras de Dois Irmãos Paulistas, Rio Canindé (região do estado do Piauí) , Chapada do Araripe, rios Salgado e Iço (atual estado do Ceará), entre outras regiões nos anos de 1671 a 1674.
No Ceará, seguiu sozinho para lutar contra os índios cariris, antes já havia acompanhado Domingos Afonso Sertão em expedição ao Piauí. Foi fundador do arraial do Piancó em 1676.
Logo depois, Piancó foi destruído pelos cariris, se vingou destruindo a tribo e reconstruindo o seu arraial.
Em 1680, fixou-se na região do rio Piranhas, onde formou um fazenda no rio Piancó.
Assinou as condições do plano de atacar o Quilombo dos Palmares com o governador João Cunha Souto Maior, em 3 de março de 1687.
As condições foram confirmadas em 1691, pelo governador de Pernambuco, Marquês de Montebelo, sendo o contrato ratificado pela Carta Régia de 7 de abril de 1693. (leia mais sobre a Guerra dos Palmares).
Dois anos depois, com a ajuda de Bernardo Vieira de Melo, destruiu o quilombo, fato que marcou a morte de Zumbi.
Em 1699, chefiou expedição para combater a Confederação dos Cariris, acompanhado de missionários e tenentes. Domingos Jorge Velho recebeu patente de mestre de campo.
Era filho de Francisco Jorge Velho. Começou a perseguir índios no nordeste brasileiro na segunda metade do século XVII. Foi proprietário de fazenda no interior do atual estado de Pernambuco, às margens do rio São Francisco.
Desbravou as serras de Dois Irmãos Paulistas, Rio Canindé (região do estado do Piauí) , Chapada do Araripe, rios Salgado e Iço (atual estado do Ceará), entre outras regiões nos anos de 1671 a 1674.
No Ceará, seguiu sozinho para lutar contra os índios cariris, antes já havia acompanhado Domingos Afonso Sertão em expedição ao Piauí. Foi fundador do arraial do Piancó em 1676.
Logo depois, Piancó foi destruído pelos cariris, se vingou destruindo a tribo e reconstruindo o seu arraial.
Em 1680, fixou-se na região do rio Piranhas, onde formou um fazenda no rio Piancó.
Assinou as condições do plano de atacar o Quilombo dos Palmares com o governador João Cunha Souto Maior, em 3 de março de 1687.
As condições foram confirmadas em 1691, pelo governador de Pernambuco, Marquês de Montebelo, sendo o contrato ratificado pela Carta Régia de 7 de abril de 1693. (leia mais sobre a Guerra dos Palmares).
Dois anos depois, com a ajuda de Bernardo Vieira de Melo, destruiu o quilombo, fato que marcou a morte de Zumbi.
Em 1699, chefiou expedição para combater a Confederação dos Cariris, acompanhado de missionários e tenentes. Domingos Jorge Velho recebeu patente de mestre de campo.
Mestre Zé Mulambo
(JOSÉ MARIA FELICIANO GOMINHO)
1886 a 1926 – 40 anos
Sua família chegou ao Brasil era comerciante e morava ao lado da capela.
É a antiga Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, construída em 1777, em tordo da qual surgiu a cidade.
A igreja é uma construção em estilo barroco, com 300 metros quadrados de área, atualmente, Catedral de Nossa Senhora do Rosário.
José Maria Feliciano Gominho, nascido na cidade de Floresta – Pe em 1886, que fica no Pé da Serra Negra.
Como tinha amizade com os Negros e Índios de vários Grupos que morava no Alto da Serra Negra, foi consagrado a Juremeiro e o qual passou a conhecer as ervas com os índios e a Bruxaria com sua descendência europeia.
É a antiga Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, construída em 1777, em tordo da qual surgiu a cidade.
A igreja é uma construção em estilo barroco, com 300 metros quadrados de área, atualmente, Catedral de Nossa Senhora do Rosário.
José Maria Feliciano Gominho, nascido na cidade de Floresta – Pe em 1886, que fica no Pé da Serra Negra.
Como tinha amizade com os Negros e Índios de vários Grupos que morava no Alto da Serra Negra, foi consagrado a Juremeiro e o qual passou a conhecer as ervas com os índios e a Bruxaria com sua descendência europeia.
A INVENÇÃO DA LOCOMOTIVA
Não tardou muito para que estas questões relacionadas à invenção da locomotiva e à construção de estradas de ferro fossem conhecidas no Brasil.
Pode-se dizer que as primeiras iniciativas nacionais, relativas à construção de ferrovias remontam ao ano de 1828, quando o Governo Imperial autorizou por Carta de Lei a construção e exploração de estradas em geral.
O propósito era a interligação das diversas regiões do País.
A segunda ferrovia inaugurada no Brasil foi a Recife – São Francisco, no dia 8 de fevereiro de 1858, quando correu o primeiro tem até a Vila do Cabo, em Pernambuco. Esta ferrovia, apesar de não ter atingido a sua finalidade – o Rio São Francisco – ajudou a criar e desenvolver as cidades por onde passava e constituiu o primeiro tronco da futura “Great Western”.
Pode-se dizer que as primeiras iniciativas nacionais, relativas à construção de ferrovias remontam ao ano de 1828, quando o Governo Imperial autorizou por Carta de Lei a construção e exploração de estradas em geral.
O propósito era a interligação das diversas regiões do País.
A segunda ferrovia inaugurada no Brasil foi a Recife – São Francisco, no dia 8 de fevereiro de 1858, quando correu o primeiro tem até a Vila do Cabo, em Pernambuco. Esta ferrovia, apesar de não ter atingido a sua finalidade – o Rio São Francisco – ajudou a criar e desenvolver as cidades por onde passava e constituiu o primeiro tronco da futura “Great Western”.
A Família do José Maria (Zé Mulambo) Com a revolução comercial da Capital do Estado, sua família mudou-se para o Bairro da Encruzilhada para trabalhar no Comercio como era o seu ofício.
Mas para a perdição do José Maria que ainda era rapaz que chega em cidade grande, em um Bairro de grande fluxo de gente por causa cruzamento de linhas férreas. Os tens de ferro chamava- se Catita.
A Vida Boemia era muito grande, e lá ele conheceu o seu Amigo que era Juremeiro também, Zé da Encruzilhada, homenagem ao bairro o apelido.
No Bairro da Encruzilhada, era onde foi a por la circulava muitos mestres, entre eles:
Mas para a perdição do José Maria que ainda era rapaz que chega em cidade grande, em um Bairro de grande fluxo de gente por causa cruzamento de linhas férreas. Os tens de ferro chamava- se Catita.
A Vida Boemia era muito grande, e lá ele conheceu o seu Amigo que era Juremeiro também, Zé da Encruzilhada, homenagem ao bairro o apelido.
No Bairro da Encruzilhada, era onde foi a por la circulava muitos mestres, entre eles:
- Mestre Preto Zé Pelintra morava na Vila do Cabo de São Agostinho, era Maquinista antes de se apaixonar por uma Jovem da Vida Boemia, chamada Maria Luziara, que abandou tudo e foi viver na Boemia.
- Mestre Benedito Fumaça, que foi a primeira Catita a cruzar a ponte da linha de ferroviária em Natal – RN. Já no Rio Grande do Norte com A locomotiva potiguar inaugurou a ponte sobre o Rio Potengi em 1916 e a ponte de concreto em 1970, durante o governo de Walfredo Gurgel.
- O Mestre Benedito Fumaça fui maquinista da Catita umas das primeiras catitas que cruzou no nordeste Brasileiro ele era do Rio Grande do Norte.
Entre os anos de 1966 e 1969 as locomotivas a vapor foram desativadas e substituídas pelas máquinas diesel-elétricas, restando apenas a Catita-03, que permaneceu funcionando até 1975 na manobra interna localizada no pátio das Rocas.
Em 1975, a Catita e o reboque foram enviados para da Rede Ferroviária Federal S/A – Refesa com sede em Recife, onde permaneceu até 1998 quando foi enviada para o galpão anexo ao Museu do Trem. - Mestre Zé Malandro, que no Bairro da Encruzilhada e no Bairro da Casa Amarela, morava 2 Irmãs Amalha e Anália, que Amalha se apaixonou-se por o Zé Malandro e o sustentava, tanto que no seu lírio ela fala mulher de malandro se conhece pela saia. que é a Mestra Navalha.
- Zé da Encruzilhada famoso por suas brigas por causas de mulheres, jogos e suas rasteiras e catimbozeiro.
A Fumaça do Mestre tem Destino Certo
O José Maria Feliciano Gominho era chamados por todos por José Maria, mais nos anos que sucederão a sua passagem que foi o seu encantamento na jurema as pessoas não lhe chamava mais de José Maria e sim de José Mulambo e dai Zé Mulambo, e que ele devido ao seu alcoolismo deixou família tudo e foi viver na boemia.
Quando esta para romper a Aurora as 4hs da manhã Ritinha fazia o seu Ritual levava uma garrafa de pinga para o seu amigo que esta já sarjeta.
O Seu Zé Mulambo como era chamado por os que conhecia andava de Rua em Rua, na Zona Boemia junto com o seu amigo Zé da Encruzilhada.
Seu Zé Mulambo foi passado debaixo de uma árvore na rua do Cais do Apolo próximo a Rua da Guia, segundo ele antes de romper o Dia.
Quando o Seu Zé Mulambo esta em terra em uma festa ou na Gira do Catimbo, que chega a hora de sua Passagem ele diz e chegado a minha hora, ele joga uma fumaça e vai para o seu Encantamento, se tiver que voltar só mais tarde com a Luz do Dia.
Seu Zé Mulambo é querido por todos que são seus afilhados, e para quem o conhece dentro da Jurema Sagrada, e muito invocado por todos aqueles que ouvem o seu nome.
Como o Mestre em vida ele abandou tudo pelo alcoolismo, hoje ele faz de tudo pela família e ama muitos os seus discípulos.
O Mestre Zé Mulambo devido a Boemia, Jogos, e alcoolismo na Zona Boemia, juntamente com o seu amigo catimbozeiro Mestre Zé da Encruzilhada que recebera o nome em homenagem ao lugar que viveu e foi passado para a Jurema (encantado),
Não tinha paradeiro certo, mais gostava da movimentação da Cidade, pois Recife foi o Maior Centro Comercial da época, devido a sua colonização.
Como foi dito O Mestre Zé Mulambo foi passado na calçada no Cais do Apolo Frente ao um conjunto de sobrados e de becos estreitos ente eles a Rua da Guia, no local ainda existe a árvore que ele adormeceu bêbado e no ato de suas Passagens foi Encantado veja o seu Lírios da Direita.
Quando esta para romper a Aurora as 4hs da manhã Ritinha fazia o seu Ritual levava uma garrafa de pinga para o seu amigo que esta já sarjeta.
O Seu Zé Mulambo como era chamado por os que conhecia andava de Rua em Rua, na Zona Boemia junto com o seu amigo Zé da Encruzilhada.
Seu Zé Mulambo foi passado debaixo de uma árvore na rua do Cais do Apolo próximo a Rua da Guia, segundo ele antes de romper o Dia.
Quando o Seu Zé Mulambo esta em terra em uma festa ou na Gira do Catimbo, que chega a hora de sua Passagem ele diz e chegado a minha hora, ele joga uma fumaça e vai para o seu Encantamento, se tiver que voltar só mais tarde com a Luz do Dia.
Seu Zé Mulambo é querido por todos que são seus afilhados, e para quem o conhece dentro da Jurema Sagrada, e muito invocado por todos aqueles que ouvem o seu nome.
Como o Mestre em vida ele abandou tudo pelo alcoolismo, hoje ele faz de tudo pela família e ama muitos os seus discípulos.
O Mestre Zé Mulambo devido a Boemia, Jogos, e alcoolismo na Zona Boemia, juntamente com o seu amigo catimbozeiro Mestre Zé da Encruzilhada que recebera o nome em homenagem ao lugar que viveu e foi passado para a Jurema (encantado),
Não tinha paradeiro certo, mais gostava da movimentação da Cidade, pois Recife foi o Maior Centro Comercial da época, devido a sua colonização.
Como foi dito O Mestre Zé Mulambo foi passado na calçada no Cais do Apolo Frente ao um conjunto de sobrados e de becos estreitos ente eles a Rua da Guia, no local ainda existe a árvore que ele adormeceu bêbado e no ato de suas Passagens foi Encantado veja o seu Lírios da Direita.
Céu Azul!
Se o Céu e azul!
Trago no peito o meu estandarte,
A minha força quem me deu foi Deus.
A minha ciência quem me deu foi Salomão.
Voeis sois o moço Zé Mulambo
Que trás, a sina na palma da mão.
Se o Céu e azul!
Trago no peito o meu estandarte,
A minha força quem me deu foi Deus.
A minha ciência quem me deu foi Salomão.
Voeis sois o moço Zé Mulambo
Que trás, a sina na palma da mão.
(A Sina na Palma da Mão e a letra M que temos na Palma da Mão que é de Mulambo, nome que ele carrega por deixa se levar pela bebida e boemia, jogos e mulheres e jogando a sua própria sorte nas calçadas das Ruas do Bairro da Encruzilhada, Casa Amarela, Cais do Apolo Cais de Santa Rita, onde tinha uma Zona Boemia lá estava ele. Por isso ajuda aquém esta em aflição no encantamento.)
Vale a Pena falar que:
O Mestre Zé Mulambo era de Pernambuco, e a Maria Mulambo era de Maceio – AL que também e uma Mestra Esquerdeira, e eles não se conheceu em vida,
Maria Mulambo, era filha de uma grande Fazendeiro e viveu em Maceió – AL, filha de uma grande família criava gado. Ela se se apaixonou por um boiadeiro, e o seu Pai, e matou o vaqueiro de bater.
Maria Mulambo se juntou com os ciganos do Jacinto-AL. E ou Jacintinho.
Até a década de 1940, o que é hoje o bairro mais populoso de Maceió, o Jacintinho, não passava de um imenso sítio com predominância da Mata Atlântica, O crescimento foi dividindo o bairro: tem o Jacintinho, o Jacintão, além da Grota do Cigano, Aldeia do Índio, Piabas, Grota do seu Arthur e Alto do Boi, onde foi iniciada na jurema.
Foi La que entrou junto com os ciganos nas aldeias indígena e foi consagrada, e junto com os Feitiços Ciganos que fora seus amigos.
Matou a sua família toda no catimbó. Como ela foi expulsa de casa, pois não era mais moça virgem, que se perdeu com o tal boiadeiro, foi para a rua da Paz. Zona Boenia.
e sua família perdeu tudo que tinha por causa de seus feitiço Maria Mulambo viveu os seus dias pelas Ruas de Maceió. Mais nunca em sua vida em conhecia o Mestre Zé Mulambo.
Maria Mulambo, era filha de uma grande Fazendeiro e viveu em Maceió – AL, filha de uma grande família criava gado. Ela se se apaixonou por um boiadeiro, e o seu Pai, e matou o vaqueiro de bater.
Maria Mulambo se juntou com os ciganos do Jacinto-AL. E ou Jacintinho.
Até a década de 1940, o que é hoje o bairro mais populoso de Maceió, o Jacintinho, não passava de um imenso sítio com predominância da Mata Atlântica, O crescimento foi dividindo o bairro: tem o Jacintinho, o Jacintão, além da Grota do Cigano, Aldeia do Índio, Piabas, Grota do seu Arthur e Alto do Boi, onde foi iniciada na jurema.
Foi La que entrou junto com os ciganos nas aldeias indígena e foi consagrada, e junto com os Feitiços Ciganos que fora seus amigos.
Matou a sua família toda no catimbó. Como ela foi expulsa de casa, pois não era mais moça virgem, que se perdeu com o tal boiadeiro, foi para a rua da Paz. Zona Boenia.
e sua família perdeu tudo que tinha por causa de seus feitiço Maria Mulambo viveu os seus dias pelas Ruas de Maceió. Mais nunca em sua vida em conhecia o Mestre Zé Mulambo.
REVISTA ORIXA NR 6
Como todo bom Boêmio, o Mestre Zé Mulambo, gostava de cantar, brincar com as pessoas, falar trocadilhos, alegrar os ambientes onde estava a fim de ganhar a simpatia das pessoas e ser presenteado com bebidas.
Bom Jogador, e muito galanteador, segundo ele antes de tornar do alcoolismo tinha bons tratos.
O seu Lírio e louvado em uma Gira de Catimbó abre a linha para, os Mestres Esquerdeiro e Mestras Quimbandeira, e os Catimbozeiros passa a ficar mais atento as cantigas e as fumaça, Morador do Bairro da Encruzilhada.
Bom Jogador, e muito galanteador, segundo ele antes de tornar do alcoolismo tinha bons tratos.
O seu Lírio e louvado em uma Gira de Catimbó abre a linha para, os Mestres Esquerdeiro e Mestras Quimbandeira, e os Catimbozeiros passa a ficar mais atento as cantigas e as fumaça, Morador do Bairro da Encruzilhada.
Tanto que em uns de seus Lírios ele fala assim:
Oh! La na encruzilhada eu avistei um Moço,
Que suas roupa era tira só,
Olhei para ele fui me aproximando,
Era Zé Mulambo no seu Catimbó. (bis).
Oh! Seu Zé Mulambo me diga onde que estais,
Que eu não ouve o meu resmungar,
Seu Zé Mulambo o seu mundo, é uma Quimbanda,
Aqui tem uma Demanda pro senhor levar. (bis).
Que suas roupa era tira só,
Olhei para ele fui me aproximando,
Era Zé Mulambo no seu Catimbó. (bis).
Oh! Seu Zé Mulambo me diga onde que estais,
Que eu não ouve o meu resmungar,
Seu Zé Mulambo o seu mundo, é uma Quimbanda,
Aqui tem uma Demanda pro senhor levar. (bis).
(… “Oh! lá na Encruzilhada mora um Moço,)
Como é hábito meu para falar do mestre temos que voltar lá na época onde tudo se deu o início no Bairro da Encruzilhada – Recife. PE
No local do antigo cruzamento de linhas férreas atualmente se cruzam duas grandes avenidas: a Avenida Norte e a Avenida João de Barros. Dai Encruzilhada.
No final desta avenida fica o Largo da Encruzilhada, de onde saem a Avenida Beberibe e a Estrada de Belém.
A denominação de Encruzilhada deve-se ao fato de, por ali, terem apitado e cruzado os trens provenientes do Recife, de Beberibe e de Olinda.
Em 1915, os trens foram substituídos por bondes elétricos da Pernambuco Tramways.
Naquela localidade, havia um curral onde descarregavam os trens que vinham do interior do estado de Pernambuco, carregados de bovinos e suínos.
Nesse curral, os animais passavam certo tempo para a engorda e, depois, eram enviados para o Matadouro de Peixinhos através da Estrada de Belém.
No local do antigo cruzamento de linhas férreas atualmente se cruzam duas grandes avenidas: a Avenida Norte e a Avenida João de Barros. Dai Encruzilhada.
No final desta avenida fica o Largo da Encruzilhada, de onde saem a Avenida Beberibe e a Estrada de Belém.
A denominação de Encruzilhada deve-se ao fato de, por ali, terem apitado e cruzado os trens provenientes do Recife, de Beberibe e de Olinda.
Em 1915, os trens foram substituídos por bondes elétricos da Pernambuco Tramways.
Naquela localidade, havia um curral onde descarregavam os trens que vinham do interior do estado de Pernambuco, carregados de bovinos e suínos.
Nesse curral, os animais passavam certo tempo para a engorda e, depois, eram enviados para o Matadouro de Peixinhos através da Estrada de Belém.
Em 1927, uma pequena aeronave – a Jahú -veio da Itália para o Brasil, fazendo escala em Fernando de Noronha. ( SEU ZÉ MULAMBO JÁ TINHA PASSADO NO ANO ANTERIOR NÃO VIU ISSO)
A Jurema Sagrada e os seus Juremeiros
Que hoje são Mestres (as)
Jurema Sagrada como tradição “mágica” religiosa, ainda é um assunto pouco estudado.
É uma tradição nordestina que, em suas múltiplas formas atuais, revela influências as mais variadas, e que vão desde a feitiçaria Européia até a pajelança indígena, passando pelas religiões africanas, pelo catolicismo popular, e até mesmo pelo esoterismo moderno e pelo cristianismo esotérico, além de, em certos casos, estabelecer a diferença principal entre as práticas de umbanda e do catimbó.
A jurema. (mimosa hostilis) depois de crescida é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, unguentos, bebidas e para outros fins ritualísticos.
Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de Juremeiros.
NOTA FINAL…
OS PRIMEIROS MESTRE DE JUREMA ELE FOI CONSAGRADO POR UM PAJÉ EM VIDA QUE PASSOU A SER UM AFRO – AMERÍNDIO,
OU FOI ENCANTADO NO ATO DE SUA MORTE.
A JUREMA TUDO E PROVADO, O MESTRE TEM SUA HISTORIA TEM A SUA FAMILIA, E SEUS DISCIPULOS.
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História de Zé Pelintra

Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco, filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso. Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares. Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado por suas "meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia. E que defesa! Era impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência. Bebia muito, adorava o álcool, desde a cachaça mais humilde até o isque mais requintado. E em diversas ocasiões suas meninas o arrastaram praticamente inconsciente para o quarto de uma delas. Contudo, era feliz, ou dizia que era, o que dá quase no mesmo. Até que conheceu Amparo, mulher do sargento Savério. Era a visão mais linda que tivera em sua existência. A bela loura de olhos claros, deixava-o em êxtase apenas por passar em sua frente. Resolveu mudar de vida e partiu para a conquista da deusa loura, como costumava chama-la. Parou de beber, em demasia, claro! Não era homem também de ser afrouxado por ninguém, e uns golezinhos aqui e ali não faziam mal a ninguém. Dispensou duas de suas meninas, precisava ficar com pelo menos uma, o dinheiro tinha que entrar, não é? Julgava-se então o homem perfeito para a bela Amparo. Começou então a cercar a mulher, que jamais lhe lançara um olhar. Aos amigos dizia que ambos estavam apaixonados e já tinha tudo preparado para levá-la para Pernambuco, onde viveriam de amor. Aos poucos a história foi correndo, apostas se fizeram, uns garantiam que Emerenciano, porreta como era, ia conseguir seu intento. Outros duvidavam Amparo nunca demonstrara nenhuma intimidade por menor que fosse que justificasse a fanfarronice do homem. O pior tinha que acontecer, cedo ou tarde. O Sargento foi informado pela mulher da insistente pressão a que estava submetida. Disposto a defender a honra da esposa marcou um encontro com o rival. Emerenciano ria, enquanto dizia aos amigos: - É claro que vou, ele quer me dar a mulher? Eu aceito! Vou aqui com meu amigo... - E mostrava seu punhal para quem quisesse ver. Na noite marcada vestiu-se com seu melhor terno e dirigiu-se ao botequim onde aconteceria a conversa. Pediu uísque, não era noite para cachaça, e começou a bebericar mansamente. Confiava em seu taco e muito mais em seu punhal. Se fosse briga o que ele queria, ia ter. Ao esvaziar o copo ouviu um grito atrás de si: - Safado! - Levantou-se rapidamente e virou-se para o chamado. O tiro foi certeiro. O rosto de Emerenciano foi destroçado e seu corpo caiu num baque surdo. Recebido no astral por espíritos em missão evolutiva, logo se mostrou arrependido de seus atos e tomou seu lugar junto a falange de Zé Pelintra. Com a história tão parecida com a do mestre em questão, outra linha não lhe seria adequada. Hoje, trabalhador nos terreiros na qualidade de Zé Pelintra do Cabo, diverte e orienta com firmeza a quem o procura. Não perdeu, porém, a picardia dos tempos de José Emerenciano. Sarava Seu Zé Pelintra!
Luiz Carlos Pereira
sábado, 2 de maio de 2015
A TRAJETÓRIA DE UM VERDADEIRO ZELADOR DE UMBANDA
Sentado ali em frente de seu congá o velho pai de santo relembra com surpreendente nitidez sua infância e seu primeiro contato com a espiritualidade.
Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais.
Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e diante dele uma estranha imagem se forma:
um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe estórias. De alguma maneira o menino ao ver aquela cena sabia que se tratava dele mesmo.
O tempo passou e a cena jamais esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças.
Cresce e acaba se tornando médium Umbandista.
Aos poucos vai conhecendo seus guias, que vão tomando seu corpo nas diversas "giras de desenvolvimento".
Primeiro o Caboclo que lhe parece muito grande e forte, depois os demais...
Até que, ao completar 18 anos, seu Exu também recebe permissão para incorporar.
Já não é mais médium de gira, a bem da verdade ocupa o cargo de pai pequeno do terreiro. Percebe que não tivera uma adolescência como a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola.
Não vai a bailes, festas...
Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior à prática da caridade.
Os anos passam e acaba pôr abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram os seus guias e recebem um lenitivo, uma palavra de consolo e esperança.
Foram tantos os pedidos e tantos os trabalhos realizados que já perdera a conta.
Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda e bastava que alguns pedidos não fossem alcançados na plenitude desejada que já se afastavam, criticando o que ontem lhes era sagrado...
Presenciou pessoas que, vindas de outras religiões, encontraram a paz dentro do terreiro, mantido a duras penas, uma vez que nada cobrava pelos trabalhos realizados ("Dai de graça o que de graças recebestes").
Solteiro permanecia até hoje, pois embora tivesse tido várias mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas agüentou ficar a seu lado, pois para ele a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento. Amava mesmo assim todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada terrena.
Brincava, o velho pai de santo, quando lhe perguntavam se era casado e respondia, bem humorado, que se casara muito cedo, ainda menino.
A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome da esposa era satisfeita com uma só palavra:
Umbanda, este era o nome da esposa.
Com o passar do tempo, a idade foi chegando; muitos de seus filhos de fé seguiram seus destinos vindo eles também a abrirem suas casas de caridade. O peso da idade não o impede de receber suas entidades. Ainda ecoa, pelo velho e querido terreiro, o brado de seu Caboclo, o cachimbo do Preto-velho perfuma o ambiente, a gargalhada do Exu ainda impressiona, a alegria do Erê emociona a ele e a todos...
Enfim, sente-se útil ao trabalhar.
Hoje não tem gira.
O terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo, perdera a noção das horas. Apura os ouvidos e sente passos a seu redor, percebe que alguém puxa pontos e que o atabaque toca. Ele está de costas para todos e de frente para o congá. O cheiro da defumação invade suas narinas...
Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente, não sente coragem ou vontade de olhar para trás, apenas canta junto os pontos. Fixa seus olhos nas imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá, parece que percebe o movimento do terreiro aumentar.
Vira de costas para o congá e a cena o surpreende: vê Caboclos,Boiadeiros, Pretos Velhos, Marujos, Baianos, Erês e toda uma gama de Guias... Até Exus e Pomba Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são, não estão incorporados. Todos lhes sorriem amavelmente.
Dentre tantos Guias, percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido. O Caboclo, seu guia de frente, se adianta, lhe abraça, brada seu grito guerreiro... Os demais o acompanham. O velho pai de santo não agüenta e chora emocionado... As lágrimas lhe turvam a vista. Fecha seus olhos e ao abri-los todos os guias ainda permanecem em seus lugares embora calados...
Nota uma luz brilhante em sua direção, Iansã e Omulu se aproximam, seu Caboclo os saúda e é correspondido. A luz o envolve completamente.
Já não se sente mais velho.
Na verdade sente-se jovem como nunca.
Seu corpo está leve e ele levita em direção à luz.
Todos os guias fazem reverência...
O terreiro vai ficando longe envolto em luz...
Ele sorri alegre... A missão estava cumprida...
No dia seguinte, encontram seu corpo aos pés do congá.
Tinha nos lábios um sorriso...
( Autor Desconhecido)
Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais.
Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e diante dele uma estranha imagem se forma:
um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe estórias. De alguma maneira o menino ao ver aquela cena sabia que se tratava dele mesmo.
O tempo passou e a cena jamais esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças.
Cresce e acaba se tornando médium Umbandista.
Aos poucos vai conhecendo seus guias, que vão tomando seu corpo nas diversas "giras de desenvolvimento".
Primeiro o Caboclo que lhe parece muito grande e forte, depois os demais...
Até que, ao completar 18 anos, seu Exu também recebe permissão para incorporar.
Já não é mais médium de gira, a bem da verdade ocupa o cargo de pai pequeno do terreiro. Percebe que não tivera uma adolescência como a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola.
Não vai a bailes, festas...
Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior à prática da caridade.
Os anos passam e acaba pôr abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram os seus guias e recebem um lenitivo, uma palavra de consolo e esperança.
Foram tantos os pedidos e tantos os trabalhos realizados que já perdera a conta.
Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda e bastava que alguns pedidos não fossem alcançados na plenitude desejada que já se afastavam, criticando o que ontem lhes era sagrado...
Presenciou pessoas que, vindas de outras religiões, encontraram a paz dentro do terreiro, mantido a duras penas, uma vez que nada cobrava pelos trabalhos realizados ("Dai de graça o que de graças recebestes").
Solteiro permanecia até hoje, pois embora tivesse tido várias mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas agüentou ficar a seu lado, pois para ele a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento. Amava mesmo assim todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada terrena.
Brincava, o velho pai de santo, quando lhe perguntavam se era casado e respondia, bem humorado, que se casara muito cedo, ainda menino.
A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome da esposa era satisfeita com uma só palavra:
Umbanda, este era o nome da esposa.
Com o passar do tempo, a idade foi chegando; muitos de seus filhos de fé seguiram seus destinos vindo eles também a abrirem suas casas de caridade. O peso da idade não o impede de receber suas entidades. Ainda ecoa, pelo velho e querido terreiro, o brado de seu Caboclo, o cachimbo do Preto-velho perfuma o ambiente, a gargalhada do Exu ainda impressiona, a alegria do Erê emociona a ele e a todos...
Enfim, sente-se útil ao trabalhar.
Hoje não tem gira.
O terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo, perdera a noção das horas. Apura os ouvidos e sente passos a seu redor, percebe que alguém puxa pontos e que o atabaque toca. Ele está de costas para todos e de frente para o congá. O cheiro da defumação invade suas narinas...
Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente, não sente coragem ou vontade de olhar para trás, apenas canta junto os pontos. Fixa seus olhos nas imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá, parece que percebe o movimento do terreiro aumentar.
Vira de costas para o congá e a cena o surpreende: vê Caboclos,Boiadeiros, Pretos Velhos, Marujos, Baianos, Erês e toda uma gama de Guias... Até Exus e Pomba Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são, não estão incorporados. Todos lhes sorriem amavelmente.
Dentre tantos Guias, percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido. O Caboclo, seu guia de frente, se adianta, lhe abraça, brada seu grito guerreiro... Os demais o acompanham. O velho pai de santo não agüenta e chora emocionado... As lágrimas lhe turvam a vista. Fecha seus olhos e ao abri-los todos os guias ainda permanecem em seus lugares embora calados...
Nota uma luz brilhante em sua direção, Iansã e Omulu se aproximam, seu Caboclo os saúda e é correspondido. A luz o envolve completamente.
Já não se sente mais velho.
Na verdade sente-se jovem como nunca.
Seu corpo está leve e ele levita em direção à luz.
Todos os guias fazem reverência...
O terreiro vai ficando longe envolto em luz...
Ele sorri alegre... A missão estava cumprida...
No dia seguinte, encontram seu corpo aos pés do congá.
Tinha nos lábios um sorriso...
( Autor Desconhecido)
UM EXEMPLO DE TRABALHO
Um Exemplo de Trabalho de Exu na Umbanda
Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada.
Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.
Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
E os médiuns pensam: “A gira terminou.” Não meus caros, a “gira” está apenas começando.
A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
Os Exus vão retornando, um a um.
O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
Mas, voltando ao nosso amigo Carlos. (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.
Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai.
Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.
Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.
Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.
Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética. Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior.
A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.
Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
LAROYÊ EXU!
OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho. Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.
Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery
Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada.
Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.
Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.
Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.
O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.
Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.
Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.
Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.
Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.
O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.
Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.
Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.
E os médiuns pensam: “A gira terminou.” Não meus caros, a “gira” está apenas começando.
A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.
Os Exus vão retornando, um a um.
O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.
Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.
Mas, voltando ao nosso amigo Carlos. (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).
Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:
Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.
Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?
Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.
Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.
Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.
Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai.
Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.
Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.
Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.
Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.
Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.
Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.
Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.
Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.
Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.
Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.
Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.
Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.
Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética. Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.
Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.
É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior.
A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.
Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!
LAROYÊ EXU!
OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho. Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.
Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery
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